segunda-feira, 11 de maio de 2009

Nada é impossível de mudar


A minha geração, escreveu uma amiga dia desses, está cheia de ilusões vazias.

A minha geração se diverte com filmes ousados e inteligentes, pensando que algum dia, quem sabe, eles mudem a forma dos outros pensar. A minha geração gosta de música que tenha algum sentido e resista ao que todo mundo já sabe. A minha geração sai pra comer semanalmente fast food reclamando que os fast food são símbolo de um modo de vida que ela, a minha geração, já adotou faz tempo e nem se dá conta.

A minha geração está insatisfeita, mas nunca parou pra pensar em ousar fazer diferente. Ou porque está perdida no meio de um mundo que se impõe diante de nossos olhos.

A minha geração não precisou lutar para conseguir o que quer, porque sequer sabe o que realmente quer. A minha geração se acostumou a ver a luta dos outros, a apoiar a luta dos outros, a achar que tudo é uma questão de acomodação, a refletir sobre a mobilização e a falta dela, a achar que falta alguma coisa nesse quebra cabeça de mundo. Mas a minha geração não faz esforços para descobrir que raio de peças são essas, que faltam, que não se encaixam, que podem mudar a figura do jogo...


Aí, eu pensei nessa poesia do Bertold Brecht e que me deu esperanças...


Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Crime de tortura é crime contra a humanidade, não prescreve


O juiz espanhol Baltasar Garzón tem razão. Tortura é crime e não prescreve. Ele veio ao Brasil e defendeu essa posição e foi com essa posição que decretou em 1998 a prisão do ditador chileno Augusto Pinochet, que nunca foi preso e morreu recentemente sem nunca ter pago por seus crimes.
Garzón defende a recuperação da memória e da verdade. E no Brasil parecem querer esquecer a verdade... A revisão da Lei de Anistia para incluir a punição a torturadores parece ter se tornado crime... E quem vai contar para a próxima geração que os torturadores brasileiros jamais foram identificados e denunciados, que a tortura existiu, mas foi esquecida?

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Eu também quero o pré-sal...


Todo mundo quer a camada pré-sal. O Lula, a Dilma, os deputados, os senadores, o ministro Mantega... Pelo jeito o pré-sal vai resolver os problemas do Brasil. Já prometeram levar o dinheiro que vamos ganhar com o pré-sal pra educação. Além de ter petróleo vamos ser bem educados.
Eu quero o pré-sal... preciso saldar umas dívidas...

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Ensaio sobre a cegueira


Muitas e muitas palavras foram ditas e cá estamos nós, aqui, espalhados nessa realidade incomensurável. A realidade está bem ali na frente. Na frente de todos nós, tão próxima que parece paupável. Eu enxergo. Eu vejo a quantidade de erros e falhas e sordidez e cinismo e egoísmo que carrega o ser humano. E vejo a esperança, a solidariedade, a mudança também. As pessoas não são do jeito que gostaríamos que elas fossem. E vejo que o tempo todo estamos fazendo escolhas, escolhas e escolhas.
Eu escolho o que for melhor pra mim e estou ao lado dos que são melhores pra mim. Eu quero muitas coisas... eu tenho sonhos e são todos legítimos ainda que se transformem em mero idealismo em alguns anos. Já nem acredito mais em buscar a plenitude... ela se perdeu no meio do caminho daqueles sonhos que foram só idéias bonitas... e se perderam nas lembranças boas...

E, ingenuamente, continuo acreditando na cumplicidade, no companheirismo, na lealdade, no respeito, na leveza e na gentileza entre duas pessoas... e que existem pessoas que também acreditam nisso e se compartilham!!! talvez isso também se vá com os anos, se perdendo entre as idéias bonitas... mas aí é uma outra história...

terça-feira, 20 de maio de 2008

A Cor da Esperança



Amanhã, a tristeza vai transformar-se em alegria,
E o sol vai brilhar no céu de um novo dia,
Vamos sair pelas ruas, pelas ruas da cidade,
Peito aberto,
Cara ao sol da felicidade.

E no canto de amor assim,
Sempre vão surgir em mim, novas fantasias,
Sinto vibrando no ar,
E sei que não é vã, a cor da esperança,
A esperança do amanhã.
(Cartola)