sexta-feira, 15 de maio de 2009

Série "Idéias Bizarras"


  • Túnel pra ligar a Bolívia ao mar: 150km percorrendo o Chile e o Peru, terminando em uma ilha artificial construída com resto de obras. Demoraria 10 anos pra construir. Um ministro boliviano quando ouviu a proposta ficou alguns minutos rindo...

  • Francês que envenenava lentamente a amante colocando gotas de arsênico na geléia só pra garantir que ela dependeria dele...

  • MP 458, que prevê a regularização de lotes na Amazônia sem obrigação de recuperar área de preservação, (legitimando a grilagem)

Série "Idéias Bacanas"


  • A cidade de Vauban, na Alemanha, proibiu o uso de carros. A qualidade de vida agradece...

  • O índice de Felicidade Interna Bruta do Butão (virei fã)

  • O vídeo da Stephany em seu Cross Fox (pra curar o mau humor)

  • Vagões exclusivos para mulheres no metrô do DF (porque ninguém merece ser tomate de frutaria...)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Em busca da felicidade no Butão


Substantivos abstratos, como aprendemos na escola, não são mensuráveis, por isso eles são abstratos... Mas a gente aprende na marra que nessa vida nada é absoluto, tudo é relativo, então segundo os meus cálculos (IEA - Instituto de Estatística da Aline), felicidade, que é um substantivo abstrato, dá pra medir sim. E o nível por aí tá bem baixo...

Se bem que o conceito de felicidade é muito complexo. O que pode significar felicidade pra mim pode não ser pro outro. Mas o fato é que felicidade é aquilo que nos faz sentir bem, um sentir bem que é pleno, mesmo por um breve momento de plenitude, se é que dá pra entender. O mundo que está diante de nós tem cada vez menos espaço pra humanidade, no sentido de nos fazer sentir humanos. E se sentir cheio de humanidade é algo diretamente proporcional à felicidade.

Pois nesses tempos de crise econômica eu queria é morar no Butão, um reino budista encravado no Himalaia. Lá não tem PIB, tem FIB – Felicidade Interna Bruta. O primeiro-ministro do grande Butão (tem 700 mil habitantes no total), por exemplo, já afirmou que é preciso investir no FIB, que a crise é o resultado dessa dedicação total ao desenvolvimento econômico.

No grande Butão, o governo cria condições para o FIB. Setenta e dois indicadores analisam o nível de felicidade da população. Por exemplo, é medido quanto tempo cada pessoa passa com a família, no trabalho, no lazer e etc! Já pensou?! ALGUÉM se importar se você está feliz?!

Vida longa ao Butão!

Dá um trabalhão chegar no Butão

Não há vôos diretos do Brasil. O país só tem um aeroporto, na cidade de Paro, e pra chegar lá é preciso fazer conexão em Bangcoc (Tailândia) ou em Nova Déli (Índia). E tem de ter visto.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Cão em corpo de gato


Eu gosto de gatos. Quando era criança diziam que os gatos eram traiçoeiros, mas eu cresci, vivi e descobri que traiçoeiras são as pessoas... Os gatos são legais...

O Fred, por exemplo, o gato da minha irmã (que eu só chamo de Gatinho e ele atende numa boa) é gente fina, mas nasceu no corpo errado. Tem gente que tem problemas de sexualidade, o Fred tem problema de “especialidade”, ele nasceu na espécie errada. Era pra ser cão, mas é gato.

Os cães latem quando querem chamar a atenção pra alguma coisa. O Fred mia. É um miadinho bem esganiçado e insistente. Ele mia quando quer sair. Mia quando quer comer, mia quando quer atenção, mia quando quer brincar, até pra fazer xixi ele mia. Ele definitivamente mia, mia, mia.

Os cães mordem, os gatos se defendem com suas garras afiadas. Mas o Fred morde! Ele morde tudo: mãos, pés, bolsas, sapatos, tapetes, enfim, tudo. Eu nunca tinha visto um gato morder, mas o Fred morde e eu nunca o vi mostrar as garras pra ninguém. Ele morde.

A gente chama um cão com um assobio. Eu chamo o Fred com dois psiu e ele vem, que nem um cãozinho. Da minha casa pra casa da minha irmã deve haver uma distância de, no máximo, cinco metros (ela é minha vizinha da frente) e quando eu o chamo pra ir lá em casa, com os dois psiu ele vai, numa boa.

Os cães andam em coleiras. O Fred não precisa, ele obedece ao comando da voz, a não ser quando sai correndo que nem um cão enlouquecido pelas escadas andar acima. A gente mora no primeiro andar e ele já correu até o sexto, brincando de pique-pega. Ele corre, dá uma paradinha e olha pra trás conferindo se tá todo mundo atrás dele, se não tiver, ele espera... Nessas horas os dois psiu não adiantam...

Depois de todos esses elementos, acredito que o Fred sofra um bocado. Eu, por exemplo, dou a maior força pra ele, já que não tem jeito de transferi-lo pra outro corpo, tento estimular sua personalidade canina...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Nada é impossível de mudar


A minha geração, escreveu uma amiga dia desses, está cheia de ilusões vazias.

A minha geração se diverte com filmes ousados e inteligentes, pensando que algum dia, quem sabe, eles mudem a forma dos outros pensar. A minha geração gosta de música que tenha algum sentido e resista ao que todo mundo já sabe. A minha geração sai pra comer semanalmente fast food reclamando que os fast food são símbolo de um modo de vida que ela, a minha geração, já adotou faz tempo e nem se dá conta.

A minha geração está insatisfeita, mas nunca parou pra pensar em ousar fazer diferente. Ou porque está perdida no meio de um mundo que se impõe diante de nossos olhos.

A minha geração não precisou lutar para conseguir o que quer, porque sequer sabe o que realmente quer. A minha geração se acostumou a ver a luta dos outros, a apoiar a luta dos outros, a achar que tudo é uma questão de acomodação, a refletir sobre a mobilização e a falta dela, a achar que falta alguma coisa nesse quebra cabeça de mundo. Mas a minha geração não faz esforços para descobrir que raio de peças são essas, que faltam, que não se encaixam, que podem mudar a figura do jogo...


Aí, eu pensei nessa poesia do Bertold Brecht e que me deu esperanças...


Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Crime de tortura é crime contra a humanidade, não prescreve


O juiz espanhol Baltasar Garzón tem razão. Tortura é crime e não prescreve. Ele veio ao Brasil e defendeu essa posição e foi com essa posição que decretou em 1998 a prisão do ditador chileno Augusto Pinochet, que nunca foi preso e morreu recentemente sem nunca ter pago por seus crimes.
Garzón defende a recuperação da memória e da verdade. E no Brasil parecem querer esquecer a verdade... A revisão da Lei de Anistia para incluir a punição a torturadores parece ter se tornado crime... E quem vai contar para a próxima geração que os torturadores brasileiros jamais foram identificados e denunciados, que a tortura existiu, mas foi esquecida?

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Eu também quero o pré-sal...


Todo mundo quer a camada pré-sal. O Lula, a Dilma, os deputados, os senadores, o ministro Mantega... Pelo jeito o pré-sal vai resolver os problemas do Brasil. Já prometeram levar o dinheiro que vamos ganhar com o pré-sal pra educação. Além de ter petróleo vamos ser bem educados.
Eu quero o pré-sal... preciso saldar umas dívidas...