
Substantivos
abstratos, como aprendemos na
escola, não são mensuráveis, por isso eles são abstratos... Mas a
gente aprende na marra que nessa
vida nada é absoluto, tudo é
relativo, então segundo os meus cálculos (IEA - Instituto de Estatística da Aline),
felicidade, que é um
substantivo abstrato, dá pra medir sim. E o
nível por aí tá bem baixo...
Se bem que o
conceito de felicidade é muito
complexo. O que pode significar
felicidade pra mim pode não ser pro outro. Mas o
fato é que felicidade é aquilo que nos faz sentir bem, um sentir
bem que é pleno, mesmo por um breve momento de
plenitude, se é que dá pra entender. O mundo que está
diante de nós tem cada vez menos espaço pra
humanidade, no sentido de nos fazer sentir humanos. E se sentir cheio de humanidade é algo diretamente proporcional à
felicidade.
Pois nesses
tempos de crise econômica eu queria é morar no
Butão, um reino
budista encravado no
Himalaia. Lá não tem PIB, tem
FIB – Felicidade Interna Bruta. O primeiro-ministro do grande Butão (tem
700 mil habitantes no total), por exemplo, já
afirmou que é preciso
investir no FIB, que a crise é o
resultado dessa dedicação total ao desenvolvimento
econômico.
No
grande Butão, o governo cria
condições para o FIB. Setenta e dois
indicadores analisam o nível de felicidade da
população. Por exemplo, é
medido quanto tempo cada pessoa passa com a família, no trabalho, no lazer e etc! Já
pensou?! ALGUÉM se
importar se você está feliz?!
Vida
longa ao Butão!
Dá um trabalhão chegar no Butão
Não há vôos diretos do Brasil. O país só tem um aeroporto, na cidade de Paro, e pra chegar lá é preciso fazer conexão em Bangcoc (Tailândia) ou em Nova Déli (Índia). E tem de ter visto.